sábado, 23 de fevereiro de 2019

Portas a cair e assentos "no ferro", os transportes em Moçambique


Uma viagem junto a portas que não fecham ou em assentos sem estofo, em que o ferro rasga a roupa, são recordações de passageiros de transportes coletivos relatadas à Lusa no centro de Moçambique.
"As portas estão estragadas. A pessoa senta na porta e tem que sentar com cuidado, por ter medo de cair", refere. A degradação do parque automóvel salta à vista, especialmente agora, em plena época das chuvas, que dificulta a circulação, com o desconforto e receios acerca da segurança das viaturas a encabeçarem as queixas dos utentes. Os velhos e estafados "chapas" de 15 ou mais lugares - levam tantos clientes quantos caibam - ainda enchem as ruas que ligam os bairros de pó e barro à zona de cimento de Chimoio, capital de Manica, centro de Moçambique. Ao compasso da chiadeira de amortecedores e chaparia já gasta, neste tipo de viatura que é a mais usada para transportar de pessoas em cada região, a insegurança dos passageiros começa por saltar à vista com os esqueléticos e rotos assentos onde já só resta ferro e napa. Depois, a viatura ligeira de passageiros enche e a superlotação torna-se evidente.

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